O CAMINHO PARA MECA
ATHOL FUGARD
Era uma vez uma pequena aldeia numa região semidesértica da África do Sul, nos tempos ainda não longínquos do apartheid, onde Helen, uma velha senhora se torna "indigna" ao ousar construir aí a sua Meca particular, um mundo fantástico de esculturas de cimento e luzes de muitas velas. Helen e Meca, a artista e a sua obra, surgem como corpos estranhos na paisagem circundante e mobilizam, pela sua diferença, a definição de pontos de vista e tomadas de posição face à situação do ser humano no mundo.
Através dos olhos de Elsa, uma jovem de ideias liberais, professora numa escola para negros na Cidade do Cabo, de Marius, o padre da aldeia, paternalista e conservador, e de Helen, nascida no pequeno mundo da aldeia, mas dele segregada desde a criação da sua Meca, a realidade da aldeia de New Bethesda, do deserto do Karoo e da África do Sul aparece retratada não a preto e branco, mas com os matizes próprios de perspectivas individuais complementares.
versão João Lourenço, Vera San Payo de Lemos dramaturgia Vera San Payo de Lemos música Eduardo Paes Mamede cenário Jochen Finke figurinos Renée Hendrix luz João Lourenço, Melim Teixeira encenação João Lourenço com Eunice Muñoz, Irene Cruz, Santos Manuel, Virgínia Brito




