CARAVANA
JOÃO LUÍS BARRETO GUIMARÃES
Há uma caravana aparcada num terreno baldio de uma quinta. Ouvem-se grilos, uma coruja. A noite escura é pontuada por pirilampos. A lua está em quarto minguante. Serão as quatro fases da lua a intitular poeticamente os quatro actos da peça, a marcar o tempo da ação e a evolução psicológica das quatro personagens, identificadas apenas pelo seu género: Ele, o solitário habitante da caravana, e três mulheres desconhecidas, Ela, a Rapariga e a Mulher, que Ele traz para fugazes encontros nocturnos na sua caravana. Os diálogos curtos dos jogos de sedução, em que as personagens procuram conhecer-se e também esconder-se, desenrolam-se numa atmosfera de mistério que, de lua para lua, vão deixando entrever mágoas e estratégias de sobrevivência afectiva. Será a caravana um abrigo provisório, um casulo, uma casa, onde se ensaia uma nova vida?
Em Caravana, João Luís Barreto Guimarães constrói uma trama com momentos de aproximação e distância, dúvida e incerteza, que nos convoca a descobrir o que se oculta atrás das máscaras das personagens.
in Declaração do Júri do Prémio de Teatro Carlos Avilez / SPA /Teatro Aberto 2025
Este espectáculo será apresentado em co-produção com o Teatro Nacional São João. Depois da estreia em Lisboa, o espectáculo será também apresentado no Porto, no Teatro Nacional de São João, em Setembro de 2026.
encenação João Pedro Vaz cenografia e figurinos Sara Vieira Marques desenho de luz Manuel Abrantes com Joaquim Horta e Rita Calçada Bastos
fotografias de ensaios © Filipe Figueiredo


