António Casimiro

Direcção de Cenografia

Cursa na Escola António Arroio e frequenta a Escola Superior de Belas Artes, interrompendo os estudos para ir trabalhar na Casa da Moeda. Anos mais tarde, entra na RTP como Assistente do Mestre Octávio Clérigo. Seguiu-se uma carreira de cenógrafo: trinta e sete anos nessa empresa e os restantes, até hoje, por aí fora.

Foi bolseiro da Fundação Calouste Gulbenkian em Roma e Milão (RAI) e (ORTF) em Paris. Por convite do Governo Italiano, frequentou no Centro de Formação da RAI, em Florença, um curso geral de televisão.

Em 1990, acompanha a cenografia da produção O Primo Basílio da TV Globo Brasil, no Rio de Janeiro. Entretanto é responsável cenográfico em inúmeras produções de Teatro, Ópera, Bailado e Cinema, tendo trabalhado com Manoel de Oliveira durante onze anos.
Está representado na “Quadrienal de Praga”, na República Checa, em 1999. Em 1981 é convidado para professor na ESTC (Escola Superior de Teatro e Cinema), antigo Conservatório Nacional, onde lecciona até 2004.


Faz parte da Direcção da SPA (Sociedade Portuguesa de Autores). Nunca organizou a sua actividade passada. Não cultivou fichas, fotografias, gravações ou catálogos. Recusa Curriculum. Não fixa o efémero. No entanto, agradece ao autor do “Dicionário do Cinema Português” e à Direcção do Museu do Teatro o apoio à memória. Para além dessa Arte efémera que é a cenografia e a decoração, existem alguns marcos assinaláveis nas Artes Plásticas. Integrou diversas exposições colectivas, desde o velhíssimo Salão de Novíssimos do extinto SNI até às últimas, realizadas no Museu da Electricidade em 2000 e na Sociedade Nacional de Belas Artes em 2001. Algumas individuais, dispersas por galerias, livrarias, bares, colectividades, no país e no estrangeiro. Vagabundagens…

Quem se lembre mais que diga.