Irene Cruz - Actriz


1959
Inicia a sua carreira no Teatro Nacional D. Maria II, interpretando uma peça de Dürrenmatt A VISITA DA VELHA SENHORA, nesse mesmo teatro participa num original português ENTRE GIESTAS e colabora ainda em O CEREJAL, de Tchekhov.
Trabalha também na rádio, onde irá interpretar centenas de peças.

1960
Ingressa na Companhia de Pedro Bom e interpreta António Ferreira, E. Schwalbach e de D. João da Câmara, OS VELHOS.

1961
Faz na Companhia Nacional de Teatro O PRÍNCIPE DE HONBURGO, de Kleist e O PAI, de Strindberg.

1959/1961
Durante este período colabora sempre na Companhia de Teatro Infantil O Gerifalto, interpretando variadíssimas peças sob a direcção de A. Manuel Couto Viana, nos teatros Monumental e Trindade.
Conclui bastante nova o curso da Escola Superior de Teatro.

1961/1963
Breve passagem pelo teatro musicado, onde participa em 4 revistas ao lado de Salvador, Ribeirinho, Aida Batista, Berta Loren, etc.
Ainda no Parque Mayer e agora ao lado de actores jovens, participa na remodelação deste género tradicional de teatro em Portugal, de onde se destacam O GESTO É TUDO e GENTE NOVA.
Neste período faz também a protagonista da opereta NAZARÉ, ao lado de Alberto Ribeiro, tentativa do Teatro Maria Vitória de fazer regressar aos nossos palcos a opereta.

1964
É a primeira figura feminina ao lado de Humberto Madeira na revista FÉRIAS EM LISBOA, no Teatro Monumental com a participação do Ballet de Alfredo Alária.
Volta de novo ao teatro declamado para no teatro Avenida interpretar a comédia de Neil Simon O BEM AMADO, ao lado de Virgílio Teixeira e João Lourenço.

1965
Faz a protagonista do musicado PARIS HOTEL, de Feydeau no Teatro Monumental.

1966
Surge outro êxito na protagonista de DESCALÇOS NO PARQUE, de Neil Simon nos teatros Variedades em Lisboa, Sá da Bandeira no Porto e uma longa tournée pelo país.
Desloca-se ao Brasil numa companhia de teatro do empresário Vasco Morgado onde permanece alguns meses actuando no Teatro Ginástico do Rio de Janeiro.
Funda com João Lourenço, Morais e Castro e Rui Mendes uma sociedade de actores – Grupo 4 – completamente independente dos circuitos comerciais, actuando quase sempre no cinema Tivoli, sociedade essa que foi a vanguarda dos chamados "Grupos Independentes".

1969
Volta episodicamente ao teatro considerado comercial para interpretar o principal papel da peça PEPSIE de Pierrete Bruno que permanece em cena, no Teatro Laura Alves, 7 meses.

1973
Participa em duas peças, como actriz convidada, no Teatro Maria Matos e interpreta PLATONOV, de Tchekhov e um original português de Bernardo Santareno PORTUGUÊS, ESCRITOR 45 ANOS DE IDADE, esta peça já depois do 25 de Abril, e interpretando um palhaço que simbolizava o povo português durante o fascismo!

1967 e 1975
Durante este período com o Grupo 4 interpreta e produz peças de:

Ann Jellicoe – KNACK

James Saunders – AMANHÃ DIGO-TE POR MÚSICA

Eduardo Manet – AS IRMÃZINHAS

Tankred Dorst – A CURVA

Slawomir Mrozek – NO ALTO MAR

Peter Handke – INSULTO AO PÚBLICO

Xavier Pommeret – A INVESTIGAÇÃO

Peter Weiss – MOKIMPOT

1974
Constrói, com o Grupo 4, um novo teatro em Lisboa, o Teatro Aberto, sendo o único teatro inteiramente construído de raíz para esse fim só por profissionais de teatro e com escassos auxílios estatais.

1976
Está presente na inauguração do Teatro Aberto, com a peça O CÍRCULO DE GIZ CAUCASIANO, de Bertolt Brecht, com música de Paul Dessau e encenação de João Lourenço. Nesta peça interpretou a universalmente conhecida personagem Grucha.
Este espectáculo foi um êxito de crítica e público que se confirma pela invulgar permanência em cena o que se deve também à adesão espontânea das camadas populares, não só de Lisboa como de outras regiões do país.

1977/78
Interpreta JOB CARDOSO, de Pierre Halet e colabora numa comédia musicada de autores portugueses no Teatro Aberto.

1980
Regressa ao teatro para fazer a famosa peça de Bertolt Brecht BAAL, no Teatro da Trindade, em que interpreta o papel de Apresentador e o de Mãe de Baal.

1981
Breve passagem pelo TEL de Luzia Maria Martins na peça UM HOMEM QUE SE CHAMAVA CAMÕES.

1982
Regresso ao Teatro Aberto como um dos elementos fundadores do Novo Grupo e membro da Direcção, para interpretar OIÇAM COMO EU RESPIRO, de Dario Fo e Franca Rame, estando 18 meses em cena e recebendo vários prémios de interpretação.
Interpreta nesta peça as personagens principais e algumas vezes únicas nas quatro cenas em que estava dividida ("O Despertar", "A Mesma Velha História", "Uma Mulher Só" e "Medeia".)

1983
Interpreta a figura de Maria em O SUICIDÁRIO, de Nikolai Erdman.

1984
Interpreta a figura de Shan-Te / Shui-Ta, na peça de Bertolt Brecht A BOA PESSOA DE SETZUAN.
Interpreta a figura da Senhora UBU na peça "UBU PORTUGUÊS - 2002 ODISSEIA NO TERREIRO DO PAÇO” de José Fanha, Vera San Payo de Lemos e João Lourenço.

1986
Interpreta a figura de Kattrin na peça MÃE CORAGEM E OS SEUS FILHOS de Bertolt Brecht, papel que lhe valeu o prémio para a melhor interpretação secundária atribuido pela Associação Portuguesa de Críticos.

1987
Interpreta a figura da Gatinha Nan em A DAMA DO MAXIMS de Georges feydeau.

1988
Interpreta as figuras de Miriam e Eva em A RUA de Jim Cartright.
Interpreta a figura de Galena em A NAVE ADORMECIDA de Fernando Dacosta.
Interpreta a figura do Clown na peça ROMEU E JULIETA de William Shakespeare.

1989
Interpreta a figura de Lilian Holiday em HAPPY END de Dorothy Lane / Bertolt Brecht.

1990
Interpreta a figura de Abbie na peça DESEJO SOB OS ULMEIROS de Eugene O Neill.

1991
Interpreta a figura de Maria Lukianovna Podsekalnikova em O SUICIDÁRIO de Nikolai Erdman.

1992
Interpreta a figura de Helen em UM SABOR A MEL de Shelagh Delaney.
Interpreta a figura de Jenny em A ÓPERA DE TRÊS VINTÉNS de Bertolt Brecht / Kurt Weill.

1993
Interpreta a figura de Louise na peça TOP GIRLS de Caryl Churchill, pela qual recebe o prémio "Os Melhores de 1993 – Melhor actriz", também atribuído à sua interpretação na peça A ÓPERA DE TRÊS VINTÉNS.

1994
Interpreta o papel principal na peça A MORTE E A DONZELA, de Ariel Dorfman.

1995
Interpreta numa co-produção do Novo Grupo de Teatro com o Teatro Nacional D. Maria II a peça O CAMINHO PARA MECA, de Athol Fugard.

1996
Interpreta uma das protagonistas da peça AS PRESIDENTES, de Werner Schwab.
Recebe a Medalha de Honra do Concelho de Loures.

1997
Faz uma tournée com a peça O CAMINHO PARA MECA, de Athol Fugard, às regiões autónomas da Madeira e Açores.

1998
Interpreta o principal papel feminino na peça O MAR É AZUL, AZUL, de João Lourenço, Vera San Payo de Lemos e José Fanha, um espectáculo comemorativo do centenário de nascimento de Bertolt Brecht.

1999
Interpreta uma das protagonistas na peça TOP DOGS, de Urs Widmer

2000
Interpreta uma das protagonistas na peça vencedora do “Grande Prémio de Teatro Português 1999” SPA / Novo Grupo, A ÚLTIMA BATALHA, de Fernando Augusto.

2000
Interpreta a protagonista feminina na peça ATÉ MAIS VER de Oliver Bukowski.

2002
Interpreta o papel da mãe de Peer Gynt, em PEER GYNT, de Henrik Ibsen, espectáculo de inauguração do novo Teatro Aberto.

2002/2003
Interpreta o papel de Maria na peça JOSÉ E MARIA de Peter Turrini.

2003
Interpreta uma das protagonistas na peça DEMÓNIOS MENORES, de Bruce Graham.

2005
Interpreta uma das protagonistas na peça A ÓPERA DE TRÊS VINTÉNS, de Bertolt Brecht.

2006
Interpreta uma das protagonistas na peça GALILEU, de Bertolt Brecht.

2008/2009
Interpreta uma das protagonistas na peça IMACULADOS, de Dea Loher

2009/2010
Interpreta o papel de Elfride Heidegger na peça HANNAH E MARTIN, de Kate Fodor

2011
Interpreta o papel de Aliide Truu na peça PURGA, de Sofi Oksanen.  


CONDECORAÇÕES

1996
Condecorada com a Medalha de Honra do Concelho de Loures.

2002
Agraciada com a GRÃ-CRUZ DA ORDEM DO INFANTE D. HENRIQUE, por sua Sua Excelência o Senhor Presidente da República Dr. Jorge Sampaio, no Dia da Mulher, dia 8 de Maio de 2002.

2009
Condecorada com a Medalha de Mérito Cultural, dia 10 de Junho, pela Câmara Municipal de Cascais.

TELEVISÃO

1960
Faz a protagonista no folhetim LISBOA EM CAMISA na televisão e continua a fazer peças de tele-teatro, com muita assiduidade, tendo algumas das peças sido reexibidas várias vezes, caso de QUANDO O MAR GALGOU A TERRA, O GRILO NA LAREIRA, A VIZINHA DO LADO etc., podendo-se contar algumas dezenas de peças interpretadas na televisão ao longo destes anos.

1971
Volta ao Brasil para interpretar durante seis meses em S. Paulo, para TV Rekord - Canal 7, um papel de relevo na televisão Brasileira numa telenovela que obteve grande êxito OS DEUSES ESTÃO MORTOS, tendo sido a primeira actriz portuguesa a ser convidada a participar na Televisão Brasileira.

1999/2000
Interpreta o papel de Judite, na série “Todo o Tempo do Mundo”, exibida na TVI.
Interpreta o papel de Maria dos Anjos, na série “Jardins Proibidos”, exibida na TVI.
Interpreta o papel de Filó no telefilme, “Aniversário” exibido na Sic.

2001
Interpreta o papel de Maria Augusta Valadas, na novela “A Filha do Mar”, exibida na TVI.

2002
Interpreta o papel de Helena na novela “Tudo por Amor”, exibida na TVI

2004
Interpreta o papel de Silvina na novela “Baía das Mulheres”, exibida na TVI

2005
Participa na novela “Os Serranos”, exibida na TVI
Participa na série “Inspector Max”

2006
Participa na série “O Bando dos Quatro”, exibida na TVI
Participação especial na novela “Morangos com Açúcar”, exibida na TVI

2009
Interpreta o papel de Madalena na novela "Olhos nos Olhos", exibida na TVI

CINEMA

O cinema vem ao seu encontro para lhe oferecer a protagonista de OS RETALHOS DA VIDA DE UM MÉDICO, filme de Jorge Brum do Canto. É também a principal intérprete do filme de Herlander Peyroteu, O VELHO E A MOÇA.

Também participa em A RAÇA, de Augusto Fraga; AQUI HÁ FANTASMAS, de Pedro Martins; FADO CORRIDO, de Jorge Brum do Canto.

OUTROS TRABALHOS

1979
Convite de Werner Hecht (Colaborador de Brecht): contacto com o teatro alemão e com a Casa-Museu de Brecht em Berlim, convite que surgiu como homenagem à sua interpretação na peça “O Círculo de Giz Caucasiano” apresentada no Teatro Aberto.

1982
È um dos elementos fundadores e da direcção do Novo Grupo de Teatro.

1991
Dirige na UNIVERSITÁ DEGLI ESTUDI DI ROMA”LA SAPIENZA” dois seminários intitulados “O TEATRO EM PORTUGAL NO TEMPO DA CENSURA”.

1991
Profere na Escola Portuguesa de Roma uma conferência intitulada “O TEATRO EM PORTUGAL: PROBLEMAS E INOVAÇÕES”.

1993

Direcção e interpretação de leituras de textos de autores portugueses, “CONTAR LISBOA”, uma iniciativa promovida pela Câmara Municipal de Lisboa.

EXPERIÊNCIA NA FORMAÇÃO PROFISSIONAL

1994
INFORMAIO – Formadora de Técnicas de Expressividade a grupos de professores, cujo conteúdo programático engloba:

. Formas de expressão

. Relação com grupos

. Auto-consciência e auto-confiança

. Atenção, concentração e disponibilidade

. Postura e expressão física

. Movimento e utilização do espaço

. Fisiologia da voz

. Respiração

. Relaxamento

. Ritmo

. Dicção

. Expressão Oral

1997 – MINISTÉRIO DA CULTURA

Formadora do curso “ATENDIMENTO PRESENCIAL E TELEFÓNICO” cujo conteúdo engloba:

. Postura e expressão física

. Relaxamento

. Ritmo

. Dicção

. Expressão oral

1998

MINISTÉRIO DA CULTURA

Formadora do curso “ATENDIMENTO PESSOAL E TELEFÓNICO”, cujo conteúdo engloba:

. Postura e expressão física

. Relaxamento

. Ritmo

. Dicção

. Expressão oral

1999

INOVINTER

Formadora do curso “TÉCNICAS DE VOZ E EXPRESSIVIDADE”, leccionado a formadores de diverssa áreas profissionais.

UNIVERSIDADE MODERNA

1999/

2000 – Lecciona a disciplina de “Técnicas de Voz e Expressividade”.

2001 – Lecciona a disciplina de “Técnicas de Voz e Expressividade”.

2002 – Lecciona a disciplina de “Técnicas de Voz e Expressividade”.

2003 – Lecciona a disciplina de “Técnicas de Voz e Expressividade”.

2004 – Lecciona a disciplina de “Técnicas de Voz e Expressividade”.

UNIVERSIDADE INDEPENDENTE

2004 – Lecciona a disciplina de “Técnicas de Voz e Expressividade”.

PRÉMIOS DE RECONHECIMENTO DO SEU TRABALHO

Associação Portuguesa de Críticos 82

Sete de Ouro – Semanário Sete

Prémio Nova Gente – Revista Nova Gente

Prémio Mulheres 83 – Revista Mulheres

Prémio Elas 83 – Revista Ela

Mulheres em Foco 83

Os mais populares de 83 – Teatro Oiçam como Eu Respiro (TV Guia)

Prémio de popularidade 84 – Casa da Imprensa pela sua interpretação na peça A Boa Pessoa de Setzuan, de Bertolt Brecht

Prémio para a melhor interpretação secundária em 86 na peça Mãe Coragem e os seus Filhos, de Bertolt Brecht – Associação Portuguesa de Críticos

Prémio Os melhores de 93 – Melhor actriz nas peças:

A Ópera de Três Vinténs, de Bertolt Brecht

Top Girls, de Caryl Churchill

Globo D’Ouro 2002, para Melhor Actriz de Teatro, pela peça Até Mais Ver, de Oliver Bukowski.